sábado, 10 de novembro de 2012

Vai faltar combustível no Brasil?


Em março de 2011, publiquei Blog “Do Pro-Álcool ao Etanol”, atento ao aumento crescente do valor cobrado do Álcool rebatizado de Etanol. Parece até repeteco, mas dessa vez vou englobar a gasolina o derivado do petróleo, .
Nas bombas o preço cobrado pelo combustível, tanto a gasolina quanto o etanol, as vésperas do ultimo feriado ganharam um plus, sendo que o nosso combustível está entre os caros do Planeta. Houve protesto em varias partes dos país, usando da criatividade e uma estratégia relativamente simples, um grupo decidiu abastecer seu veiculo com alguns centavos exigindo nota fiscal e pagando a despesa no cartão. Nesse modo o custo operacional não cobre o “lucro” da abastecida, alem de causar longas filas e tumulto.
Após essa repercussão surgiu noticias que postos de combustíveis foram forçado a tal aumento. Não dá para descartar essa possibilidade, se isso aconteceu, é coisa para o ministério publico investigar.
Além do preço alto o que chamou novamente a minha atenção é o boato as noticias na mídia nacional, sobre a crise do combustível. Um possível desabastecimento devido à logística e deficiência na produção nacional da gasolina.
O governo federal começou a traçar um plano de emergência, que envolve a ampliação da capacidade de transporte e de armazenamento. Reuniões fora iniciadas em outubro, envolvendo técnicos do Ministério de Minas e Energia, Agência Nacional do Petróleo, Petrobras e representantes das distribuidoras e dos produtores de etanol.
O plano de emergência vida evitar a falta de combustível nos postos no fim do ano, à um crescimento no consumo de gasolina nos meses de novembro e dezembro.
Na apresentação dos resultados do terceiro trimestre, a Petrobras afirmou que suas refinarias já atingiram 98% da capacidade.
Em algumas regiões, no entanto, já há um esgotamento da capacidade de produção.
É o caso da Regap, refinaria em Betim (MG). Para abastecer os postos de parte de Minas Gerais e do Centro-Oeste, ela passou a redistribuir combustível de outras unidades. Atrasos e a falta de caminhões podem levar a interrupções da distribuição.
O mesmo acontece no Rio Grande do Sul, outro Estado que teve crise de abastecimento no mês passado. A refinaria Refap, em Canoas, está com problemas de produção para atender à gasolina demandada. Com isso, passou a buscar combustível no Paraná e parte precisou ser importada, entrando no país via porto do Rio Grande.
Bem essa é a causa, lembro que pouco tempo atrás o Governo Federal investiu maciçamente em marketing. Onde bradou aos quatros vento que o Brasil era auto-suficiente em petróleo "mas deixou no vácuo que nunca foi auto-suficiente em derivados", comemorou o pré-sal “esse que passa por uma calorosa disputa na esfera política sobre quem deve ser beneficiado com os royalties”.
O etanol Brasileiro é um commodity agrícola, sua produção depende das condições climáticas, e especulação do setor. Seu “concorrente” no país é o açúcar que tem um mercado que paga muito bem e os usineiros ficam nessa “quem paga mais leva”, nesse fogo cruzado fica o consumidor.
A estimativa é que 12% da gasolina consumida em 2012 no país venha do exterior.
Assim depois de tanta bonança, enfim,chegou o apagão dos combustíveis?
Para atender a demanda, o país tem sido obrigado a aumentar as importações do produto, o que tornou a logística de distribuição mais complexa.
Podem ocorrer atrasos na chegada dos navios que trazem o combustível nos portos, ou ainda no transporte do produto entre um Estado e outro, que é feito por meio de caminhões.
O Brasil terá de importar quase 20% da gasolina que consome em cinco anos, caso a produção nacional não se amplie e a oferta de etanol continue restrita.

Leia também “Do Pro-Álcool ao Etanol.”
http://blogdoleonardocosta.blogspot.com.br/2011/03/do-proalcool-ao-etanol.html

2 comentários:

  1. Reflexos de um país que abriu mão de suas ferrovias para subsidiar o transporte rodoviário, não nos dando a opção de automóveis a diesel, muito mais econômicos.

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  2. o governo esqueceu do proalcool, porque não incentivar a instalação de mais trezentas usinas canavieiras, uma vez que o alcool é um produto que não agride o ambiente e temos vastas areas de terras disponiveis. Seria uma ótima opçao e não estariamos agredindo o meio ambiente.

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Atenciosamente Leonardo Costa.

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